A obra de mais um ícone britânico é, mais uma vez, o ponto de partida de Christopher Bailey para mais uma colecção inesquecível da Burberry. A obra do escultor Henry Moore, cujas peças abstractas em bronze são uma das mais "familiares" manifestações de arte moderna, é, desde sempre, parte da vida do director criativo da Burberry, que cresceu perto de um parque com exposição permanente de Moore, além de já ter trabalhado com a filha e com a fundação do escultor. 

Passar uma obra, com formas tão abstractas para uma colecção de moda não será, com certeza, consensual. E, citando o Business of Fashion, poderá demorar algum tempo até nos habituarmos. Às proporções estranhas, à forma inconvencional como as roupas assentam no corpo, às formas, às assimetrias, à desconstrução.

A colecção, de homem e mulher, foi buscar, também, pedaços da Burberry que Bailey tão bem tem construído ao longo da última década.

Um desfile com direito a um final teatral, com todos os modelos a entrarem com "neck pieces" dramáticas. Citando, mais uma vez, a crítica de Tim Blanks para o BoF: It was kind of fabulous, like the Bright Young Things at their most dress-up-exhibitionistic, but it left me bemused by the signals Christopher Bailey was sending. A new direction? Perhaps. Defiance? Absolutely.

A colecção estará disponível na loja Burberry Avenida da Liberdade a partir de 27 de Fevereiro!

 

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