Numa época em que somos motivados por imagens e ideias superficiais, a ModaLisboa convida-nos a interpretar tudo o que nos rodeia. Decidimos mostrar este evento pelos olhos de alguém que ajuda a construir o que por quem lá passa consegue ver.

Sob o mote Insight, em backstage da marca Imauve, estivemos a conversar com o stylist Pedro Aparício sobre a ModaLisboa, as suas inspirações e motivações.

Deixe-se transportar até ao backstage da ModaLisboa

Como surgiu o teu interesse pela moda?

Acho que o meu interesse pela moda foi desenvolvendo ao longo do tempo porque sempre tive um fascínio por pessoas e pela a maneira como elas se vestiam e agiam (movimentos, gestos, tiques). Lembro-me de desenhar roupa quando era pequeno e até achei que no futuro passaria por ser designer de moda. Fui sempre desenvolvendo interesse por várias áreas criativas que também estimularam o meu interesse, mas a moda foi sempre o foco principal.

 

A Moda Lisboa abriu-te portas para este mundo?

Sim, comecei como voluntário na Modalisboa e desde aí que tenho estado sempre presente, foi uma ótima experiência.

 

O que mais te fascina em estar no backstage?

O backstage é o sítio onde tudo acontece, tem uma magia especial. Trabalhei no backstage da Modalisboa durante algum tempo e foi um desafio incrível. Hoje em dia, quando assisto a um desfile, tudo é diferente porque sinto que consigo estar mais atento aos pormenores. Algo que provavelmente não aconteceria se não tivesse passado por essa experiência.

Onde e em quem te inspiras?

Uma das minhas grandes inspirações é a música e sempre tive um fascínio por concertos, porque é aí que tu consegues ver a verdadeira identidade do artista. Mas também me inspiro em situações quotidianas. 

As mulheres da minha vida (mãe, irmã e tia) são também uma inspiração porque sempre gostaram de moda e lembro-me de passar horas nos quartos de vestir a ajudá-las a escolher roupa para festas e casamentos.

 

Acreditas que moda é muito mais que imagem e tendências?

A moda é, sem dúvida, mais do que tendências. Confesso não ser um grande fã de tendências, compreendo que sejam importantes para chegar ao consumidor e assim também vender mais. No entanto, acho que de alguma forma retiram a identidade, se forem utilizadas só porque são tendência e não porque te identificas ou não com elas.

 

Como é o teu dia-a-dia enquanto stylist?

Os meus dias são sempre diferentes, depende muito do trabalho que estou a fazer. Começo sempre um trabalho por fazer alguma pesquisa, o chamado “shopping”, onde recolho todas as peças que preciso e fazem sentido para a sua concretização. Depois faço as provas de roupa e em seguida as filmagens ou produções fotográficas. No fim, tenho que devolver tudo e esperar por outro projeto ou outro desafio.

Agradecimentos:
Pedro Aparício
Imauve

Artigo publicado a 12.03.2019