Celebridades, imprensa de moda e amigos de Karl Lagerfeld – "ninguém" perdeu um dos acontecimentos que marca este ano, na moda e não só: a Chanel apresentou a sua "Cruise Collection", uma das colecções de meia-estação, em Havana.

Depois da visita do presidente Obama e do concerto (gratuito) dos Rolling Stones, dois marcos absolutos na história deste país, eis que a marca francesa escolhe a capital cubana para realizar o seu desfile, depois de outras tantas localizações improváveis (como Dallas, Salzburgo ou Seoul, a capital da Coreia do Sul), num país que não via nenhum tipo de produção de moda internacional desde que o regime socialista se instalou, em 1959.

A elite, que incluiu Gisele Bündchen, Tilda Swinton, Kendall Jenner, passou por Havana em carros clássicos, e bem coloridos, numa volta que terminou no Paseo de Prado, onde modelos desfilaram para convidados mas também para habitantes locais que, no final, se juntaram todos a dançar a conga. Absolutamente memorável!

Carros e casas antigas de Havana inspiraram a paleta de cores da coleção, entre tons pastel e elétricos, peças masculinas e femininas fazem referência à guayabera – tradicional camisa usada por Fidel Castro e pelos revolucionários cubanos. E, como não poderia deixar de ser, já existe um must-have na colecção: a t-shirt “Viva Coco Libre!”.

Como não poderia deixar de ser, ficou alguma polémica no ar. Depois de rumores iria reformar-se e que teria apontado Hedi Slimane para o seu lugar (que saiu muito recentemente da direcção criativa da YSL), Karl Lagerfeld usou um blazer que Slimane ainda assinou para a Saint Laurent, no dia do desfile… Aguardemos os próximos capítulos!