Começou nos Morangos com Açúcar e rapidamente se tornou num dos actores portugueses a ter debaixo de olho. Lourenço Ortigão é a nossa escolha do mês de Abril e falou-nos sobre a moda nacional e contou-nos tudo sobre a sua estreia no cinema, com o filme Perdidos.

Segues a moda nacional?

Sim, costumo seguir. Mais para me informar do que propriamente por ser um mestre da moda. Interessa-me muito estar a par de tudo o que é nacional, do que é bom, de quais é que são os designers portugueses que estão a dar cartas.

Quais é que são os teus designers portugueses preferidos?

Para mim, é o Miguel Vieira, que além de ser uma pessoa que admiro muito, é um grande amigo meu. E o Nuno Gama, claro! Tenho uma grande admiração pelos dois porque conseguem juntar o seu talento com uma boa divulgação e uma boa estratégia de marketing – e nestas áreas, para ter sucesso, é preciso saber combinar o talento com a comunicação.

A consciência para o design português e para o “Made in Portugal” está a aumentar?

Penso que sim. Se nós formos bons mas não divulgarmos o nosso trabalho, ninguém vai saber porque, muitas vezes, as pessoas são desinformadas ou não tem acesso à informação. Cada vez mais, o nome de portugueses é reconhecido lá fora, ganhamos prémios em várias áreas e somos mais internacionais, o que faz com que o interesse geral das pessoas aumente. E isto é uma bola de neve que faz com que o povo português se consciencialize sobre os produtos nacionais.

Começaste a tua carreira nos Morangos com Açúcar e a partir daqui foi sempre a crescer. Como é que encaras a tua carreira?

Na minha perspectiva, a minha carreira foi um percurso ascendente. À medida que os anos foram passando, a minha carreira e o meu percurso profissional tornaram-se cada vez mais desafiantes. Tive desafios muito aliciantes a nível de construção mas também tive projectos não tão intensos mas com grande carga mediática. São estes contrastes que me motivam!

Qual foi o projecto que mais te entusiasmou até hoje?

Agora é uma altura que eu decidi não fazer tanta televisão e, coincidentemente, fiz um filme, Perdidos, – o que era exactamente o que queria – e isto foi muito entusiasmante. Mas se tiver de escolher só um, diria que foi ter ganho o Dança com as Estrelas porque foi uma surpresa!

Como é que foi gravar o filme Perdidos?

Foi muito bom porque o Perdidos é um filme de suspense, é intenso e peculiar e há não há nada parecido no cinema português. Mas também, eu fiz o filme com pessoas com quem já tinha trabalhado na televisão, o que foi bom porque me fez sentir em casa. Este filme foi feito dentro de água e houve um grande sentimento de entreajuda, todos os actores estavam unidos como uma equipa e senti uma grande energia positiva. Foi um grande projecto!