Está no patamar de qualquer it girl mundial que se preze e faz parte de uma das nossas contas de Instagram preferidas. Raquel Guerreiro é a miúda que chegou para arrasar com a competição e conquistar o nosso coração.

Veio do Algarve para estudar comunicação mas foi na moda que encontrou o seu caminho. Entre celebridades e produções fotográficas, Raquel desdobra-se em múltiplos papéis com facilidade sem nunca perder o estilo.

Com uma pinta transcendente, referências únicas e um mood blasé de fazer inveja, Raquel é o tipo de pessoa que faz virar cabeças. A presença forte e atitude despreocupada fazem dela um mistério aos olhos alheios.

E foi assim, em pleno Cais do Sodré, que encontrámos o espaço que melhor espelha o seu lado oculto. Na Pensão Amor, as senhorinhas em veludo e os espelhos em rococós dourados são o complemento perfeito para os seus coordenados.

 

Como é que descobriste o mundo da moda? 

Gostava muito de começar assim: tinha uma tia magérrima, que misturava padrões animal como ninguém ou uma avó de uma elegância estonteante com um eyeliner intocável. Infelizmente, na minha infância não me cruzei com nenhuma figura cinematográfica que despoletasse um interesse especial pela moda. Sinceramente, penso que foi ao acaso e um pouco de sorte!

 

Como defines o teu estilo?

A mess with a blazée touch.

 

Quais são as tuas maiores inspirações e referências?

Loulou de La Falaise, Nico, Edie Sedgwick, Francoise Hardy, Lindsay Lohan, Kate Moss, Shia Labeouf, o cabelo da Alison Mosshart e o lifestyle da Françoise Sagan.

 

Qual o lema que define a tua relação com a moda? 

Fake it, fake it… Until you make it?!

Tens alguma fórmula para construir os teus looks?

Depende para onde vou. 👀

 

Quais são as peças que não dispensas ter no guarda-roupa? 

Leather little black dress, oversized leather jacket, leather, skinny jeans pretas e umas ankle boots!

 

Quais são os teus criadores de eleição?

Galiano, Alexander McQueen e Yves Saint Laurent. Se pudesse só vestia de Alexander Wang, Tom Ford, Saint Laurent, Isabel Marant, Lado Bokuchava, Magda Butrym, Celine by Hedi Slimane e Garçons Infideles ao domingo…

 

Neste momentos, quais são as tendências que não dispensas? 

Adoro plumas de todas as cores (aquele lilás lindo Attico!) para todas as festas, cocktails, happy hours, after parties… Um fato oversized, quando não sabes o que vestir. Um ruched dress = egoboost. E, por fim, umas botas de cowboy (please, don’t leave 🌶)!

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Como é que descobriste o Instagram?

Foi uma tendência de 2012 ou 2013 em que todas as pessoas aderiram à plataforma!

 

A partir de que momento é que percebeste que podias usar as redes sociais como uma plataforma de partilha da tua identidade?

Foram as pessoas à minha volta que me chamaram a atenção para isso, na verdade. Eu encaro a minha conta de Instagram como uma partilha da minha visão estética, que vai muito mais além de roupas.

 

Quais são os “influencers” que segues? 

Talvez a Gilda Ambrósio seja a mais conhecida que sigo. Os meus preferidos são: Michael Gaubert, Mônica Anoz, Ellen Milgrau, Fiona Zanetti, Sebastian Tribbie, Lotta Volkova e Cate Underwood.

 

Como encaras a democratização que o Instagram trouxe à indústria da moda?

Desculpem o clichê mas vivemos numa era em que tudo tem de ser partilhado no momento e, se não está no Instagram, não aconteceu. As redes sociais banalizaram a high fashion mas não acho que isso seja necessariamente negativo porque a tornou mais humana. No entanto, acredito que também ajudou a descredibilizar algumas profissões no ramo como modelos, stylists e fotógrafos – isto porque as redes sociais dão-nos a ideia que qualquer pessoa pode ser o que quiser, basta ter alguma cultura visual. Apesar de consumirmos muita moda nas redes sociais, é importante ter um curso na área, estudar e compreender toda a história que está por trás.

 

Sentes que esta mudança de paradigma será duradoura?

Não sei qual é o futuro pós-Instagram. Provavelmente, a próxima rede social ainda vai ter de ser mais prática que o Instagram. Na verdade, no futuro, não sei se vamos ficar cansados deste excesso de partilha e procurar o anonimato.

 

Existe algum processo de curadoria nas fotos que publicas na tua conta?

Ahahahah! Jeezzzz! Não!

 

Sentes que o aquilo que publicas na tua conta inspira os outros?

Amuse them? Acho que é a expressão certa.

 

Raquel Guerreiro – @raquelguerreir

Fotografia – Teresa Costa Gomes

Com um especial agradecimento à Pensão Amor.