Paris, Milão, Londres e Nova Iorque – estas são as grandes capitais da moda e palcos dos desfiles dos criadores mais conceituados.

A nossa viagem começa pela Big Apple – em pleno inverno, com direito a neve e gelo, a Semana de Moda arrancou em full force. As coleções de Ready-to-Wear desfilaram nas passerelles sob os olhares atentos dos editores, buyers e influencers e ditaram as tendências para o próximo ano.

Alexander Wang foi um dos designers mais aplaudidos. A sua coleção, inspirada na roupa de escritório do final da década de 90 e início dos anos 2000, foi uma lufada de ar fresco na indústria da moda. Os coordenados polidos com um twist rock’n’roll (tão característico de Wang) são o epítome do cool. As silhuetas definidas, os detalhes em pelo e o toque arrojado conferido pelas tachas são alguns dos pormenores que elevam o desfile ao patamar de espetáculo. Para terminar, o criador remexeu no baú das tendências mais famosas do século passado, retirou os hair clips em plástico, limpou-lhes o e tornou-os no objeto de desejo para a próxima estação.

Não há New York Fashion Week sem Marc Jacobs. O designer que já nos habituou a desfiles de moda fora da caixa, voltou a surpreender com criações extra-extravagantes. Inspiradas nos desfiles de moda de Alta Costura dos anos 80 e em nomes como Mugler e Saint Laurent, as modelos desfilaram coordenados de proporções exageradas sem qualquer pudor. Os chapéus de abas largas, os ombros proeminentes e os lenços oversized tomaram conta da passerelle e agarraram a atenção da plateia. Em preto como paleta determinante e com o toque quente das cores primárias, Marc Jacobs assumiu o risco e tornou o vintage cool. 

Padrões, padrões e padrões – este foi o mote que marcou o desfile de Michael Kors. Vestidos fluidos dominados por flores, camisolas de malha em tons fortes combinadas com padrão camuflado e até um toque de animal print – a combinação esquizofrénica resultou numa passerelle eclética e bem ao estilo da mulher tipicamente Kors.

Há alguma combinação mais-que-perfeita do que um camisolão de corte relaxado com uma saia híper-feminina? Oscar de la Renta diz que não e nós concordamos! O peso das malhas grossas aliado à leveza do padrão floral é a antítese ideal para uma coleção bem conseguida. Com um estilo clássico e elegante, típico da marca, os coordenados ganharam formas românticas e contornos luxuosos com os materiais nobres utilizados.

Para terminar em grande, Ralph Lauren embarcou numa viagem em família até Montego Bay, na Jamaica. Este foi o ponto de partida para a sua coleção – a inspiração náutica em tons de azul e branco, a clássica combinação do amarelo e verde em ode à bandeira do país e as boas vibrações formaram a combinação perfeita para um desfile upbeat e divertido.