Deixemos os copos, damos destaque às tijelas e aos pratos fundos. Mais uma "moda" no que toca a receitas depurativas, que vira os seus holofotes para a sopa.

O "souping", baptizado por Gwyneth Paltrow no seu blog, Goop, e muito popularizado nos EUA, promete aumentar a energia ao mesmo tempo que diminui o peso. A diferença das sopas para os sumos detox? Segundo Vivienne Vella e Angela Batteis (autoras de um livro* sobre o assunto), a sopa é comida, sendo que o sumo não está feito para sê-lo, pois enche o corpo de açúcar.

Segundo alguns especialistas, com estas sopas conseguimos ingerir nutrientes que não conseguimos em sumos (excepto algumas, que são destruídas com o calor, algo que não acontece nos sumos – no entanto, as sopas ganham neste campo). Outra vantagem, é que as sopas são quentes, o que facilita a digestão.

A terceira, e grande, vantagem da sopa (no geral), é que é altamente hidratante e saciante.

Questão para queijinho: como consumi-la responsavelmente? Apesar de eliminar toxinas e de tudo o que listámos em cima, a sopa não deve substituir uma refeição. Apostar em sopas (ou sumos) como substitutos de refeição, pior ainda, vários dias seguidos, é uma opção perigosas, consideram vários especialistas. Isto pode traduzir-se em fraqueza, devido à falta de proteína, carbohidratos e açúcar), assim como problemas (a curto e médio prazo) de carências nutricionais (que podem traduzir-se em queda de cabelo, perda de brilho na pele ou anemia).

O ideal, na opinião de muitos profissionais, é que estas sopas sejam consumidas da forma que nós, em Portugal, já o fazemos: como primeiro prato.

 

Artigo adaptado de S Moda.

* The Soup Cleanse: A Revolutionary Detox of Nourishing Soups and Healing Broths