A segunda parte da nossa Cover Story betrend aborda uma importante parte da vida da nossa convidada: as viagens. Mais que um vício, uma necessidade.

Leia a nossa entrevista e deixe-se levar!

 

Teve parte da sua infância em Nova Iorque (onde, mais tarde, voltou a viver), estudou em Edimburgo e Londres. E ainda, mesmo morando cá, viaja imenso. O que é lhe traz crescer e viver sempre a absorver diferentes culturas?

Traz tudo! Traz-nos quem nós somos, traz-nos evolução, tolerância, aceitação. E, lá está mais uma vez, poder contribuir na vida de pessoas à nossa volta que não tiveram essa sorte ou não têm esse costume ou vontade de viajar e conhecer.

Não só conhecemos outras pessoas, culturas e locais, mas também nos conhecemos a nós mesmos muito melhor. Viajar é um reflexo de quem eu sou – viajar e conhecer novas pessoas enriquece-nos muito, incluindo a minha prestação como actriz. Ajuda-nos a sair do nosso urmbigo, a ver que existe muito mais além de nós.

 

Viajar é um vício?

É uma necessidade! Eu só tenho um vício, que é roer as unhas. (risos) É uma necessidade, mesmo. É como respirar! É um alívio, um descanso, uma abertura e paz de mente.

 

Para cada destino, cada companhia?

Não necessito exactamente de companhia. Não faço distinção de destinos, a companhia a cada viagem depende das circunstâncias. Já surgiram viagens de um dia para o outro, com pessoas que nunca imaginei viajar. Sou uma pessoa muito fácil: é ir e pronto! Não faço grandes exigências, viajo na base do “amigo não empata amigo”, sou uma pessoa muito fácil de viajar.

Isto tem muito a ver com o facto de uma viajar muito mas também de ter uma família muito grande, e de sempre termos feito viagens todos juntos: tornámo-nos flexíveis.

 

A logística de ter uma criança pequena não muda a sua forma de viajar?

Não, não altera nada. Já a levei para vários tipos de viagens, mais longas, de carro, com aventuras. Fazermos coisas que não ache que, por ser bebé, não deve fazer.

 

Próximo destino em mente?

América do Sul. A minha viagem de sonho era as Fiji e já fui. E, por acaso, tenho estado a pensar e gostava muito de ir ao Machu Picchu.

 

No geral: Praia ou Campo? Frio ou Calor?

É completamente indiferente! Adoro praia, cresci na praia, mas é tudo uma questão de viajar e de conhecer.

 

Fotografia: Dário Branco